sábado, 13 de maio de 2017

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Carta aos pais






CARTA DA DIREÇÃO DE UMA ESCOLA DE CINGAPURA AOS PAIS DE ALUNOS NA SEMANA DE PROVAS

Prezados Pais,

A semana de provas está para começar. Eu sei que vocês estão esperando que seus filhos se saiam bem. Mas por favor, lembrem-se de que, dentre os estudantes que estão sentados ali para fazer a prova, há um artista, que não precisa entender de matemática. Há um empreendedor, que não se importa com história ou literatura. Há um músico, cujas notas em química não importam. Há um esportista, cujo preparo físico é mais importante do que a física... assim como a escolaridade. Se seu filho obtiver as melhores notas, ótimo! Mas se não, por favor, não tire dele ou dela sua autoconfiança e sua dignidade. Diga-lhes que tudo bem! É só uma prova. Eles foram talhados para coisas muito mais importantes na vida. Diga-lhes que, independentemente de sua nota, você os ama e não os julga. Façam isso, por favor. E quando fizer, veja-os conquistarem o mundo. Uma prova ou uma nota baixa não vai lhes tirar os próprios sonhos ou seu talento. E por favor, não pense que médicos ou engenheiros são as únicas pessoas felizes no mundo.
Com carinho,
A diretoria.

Texto e imagem disponível nas redes virtuais. Desconheço a autoria

O que o bebê sente dentro da barriga quando a mãe faz sexo?

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Nada lhe posso dar


"Nada lhe posso dar

que já não exista

em você mesmo.

Não posso abrir-lhe

outro mundo de imagens,

além daquele que há

em sua própria alma.

Nada lhe posso dar

a não ser a oportunidade,

o impulso, a chave.

Eu o ajudarei a tornar visível

o seu próprio mundo,

e isso é tudo."


Hermann Hesse

quinta-feira, 23 de março de 2017

A confiança



A confiança é um edifício
difícil de ser construído,
fácil de ser demolido
e muito difícil
de ser reconstruído.
- CURY -

Presente de formatura da Psicologia.

O fogo deixa marcas visíveis...







[...] o tempo passa
e fiquei sem saber o que responder
se é mais difícil ser rejeitada por outros
ou rejeitar a sim mesma.
O fogo deixa marcas visíveis,
mas as marcas que não podemos ver são,
muitas vezes,
mais profundas e dolorosas.
- Doraci Morgan -


Este livro ganhei da autora Doraci Morgan pessoa dócil, amável e guerreira, que conheci em meu estágio no Grupo de apoio na Oncologia 2011.

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

A gente ainda tem muito que aprender



Brincadeira é coisa séria!

 E privar uma criança de brincar, tem a mesma conotação de privá-la do prazer de viver!!!

A natureza da criança é criativa, e o brincar é a forma espontânea de treinar a vida adulta. 
O perigo aparece, quando a expressão espontânea passa pelo crivo do socialmente esperado, e iniciam-se os primeiros cortes. 
A expressão artística, quando comparada com um  padrão esperado, dificilmente terá espaço apenas como uma forma de expressão, e assim, tolhe da criança, a sua forma mais pura de se comunicar e de ser no mundo.

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Ter com quem brincar

O mais importante na vida de uma criança é ter com quem brincar, diz especialista


Por: Larissa Roso
Foto de capa Edu Oliveira / Arte ZH
Luciano Lutereau, psicanalista e pesquisador da Universidade de Buenos Aires, afirma que as atuais opções de brinquedos e lazer dos pequenos não ajudam a desenvolver a capacidade de elaborar conflitos
Doutor em Filosofia e Psicologia, o psicanalista argentino Luciano Lutereau, pesquisador e professor da Universidade de Buenos Aires, afirma que a melancolia sempre esteve associada à infância, mas reconhece que hoje essa condição se faz mais presente. O autor do livro O idioma das crianças lamenta que a brincadeira perca espaço para passatempos que são simples entretenimento, como videogames e outros atrativos tecnológicos, o que acarreta um prejuízo à capacidade de elaborar conflitos.
– As crianças estão mais expostas à melancolia já que não têm como reparar aquilo que as faz sofrer – explica Lutereau.
Os adultos têm enfrentado dificuldades para lidar com alguns sentimentos das crianças, como a tristeza, a raiva, a frustração?
Sem dúvida. Hoje nos encontramos com uma particular intolerância a respeito das emoções das crianças. Uma ideia própria da psicanálise, a de que a criança cresce através dos conflitos, é abandonada diante da expectativa de que ela sempre deve estar alegre. O imperativo do bem-estar, estendido à infância, leva o adulto a se assustar e a não saber como agir em situações normais, como as que demonstram a presença, na criança, de um sentimento de culpa inconsciente: por exemplo, as crianças são tachadas de instáveis ou impulsivas, quando esses estados expõem um traço particular do desejo infantil, o desejo de ser castigado. Um grande problema do nosso tempo é a intensa vigilância da infância em função de padrões adaptativos, como rendimento escolar, hábitos de higiene e costumes, e não baseada em seus próprios critérios de crescimento.
Em um artigo sobre a melancolia infantil, você escreveu que “começamos a temer o tédio como o mais urgente de todos os males e, no caso das crianças, nos preocupa muito mais que tenham algo para fazer do que pensar na plenitude do que fazem”. Pode falar um pouco mais sobre isso?
Hoje em dia, parece muito mais importante ter uma vida exitosa do que uma vida autêntica. Dito de outra maneira, a sociedade contemporânea se baseia no efeito e não tanto no sentido. Desde muito cedo, as crianças são incluídas em práticas que ocupam o seu tempo, sem que isso implique uma “temporalização”. Quando o tempo não está “ocupado”, elas se sentem vazias e se aborrecem. Pedem para ser estimuladas. Inclusive os pais planejam suas viagens de férias considerando lugares que tenham recreação para seus filhos. Na tradição ocidental, o tédio e o aborrecimento não representaram apenas um tempo perdido, mas também uma passagem para a lucidez e a criação. A sociedade contemporânea, baseada na agilidade, esquece que o homem é a projeção no mundo da sua capacidade de invenção, e isso se reflete na infância como uma perda crescente da experiência lúdica. A brincadeira, antes de ser uma atividade, é uma ação que a criança inventa repetidas vezes. A brincadeira é o modo como a criança se inclui em um tempo próprio, e não uma temporalidade objetiva que prejudica o seu desenvolvimento.
Que tipo de mensagem o intenso consumismo de nossa época pode estar transmitindo às crianças?
O consumismo não tem mensagem, é uma ordem vazia de acumulação, de posse e descarte. O principal problema da atitude consumista é quando não se vincula apenas a objetos, mas também a pessoas. Desde pequena, a criança pode se acostumar a tratar os outros como descartáveis e as relações humanas como recicláveis e sem profundidade. O capitalismo atual é muito diferente daquele que se seguiu à Revolução Industrial. A sociedade pós-moderna não é utilitária, mas cínica, e este cinismo pode atingir as crianças se não levarmos em conta o importante papel da educação. Por exemplo, alguém poderia dizer a uma criança que ela não deve roubar porque pode ser presa, e isso não é mais do que um conselho prático. Na realidade, o fundamental é ensinar que ela não deve roubar porque assim prejudicará alguém. À moral de conveniência de nosso tempo, é preciso voltar a se opor uma ética da lei.
Por que a tristeza da criança é diferente da tristeza do adulto?
Porque nas crianças a possibilidade de perda é muito mais angustiante. Um adulto já está preparado para fazer uma relação entre o que se perde e o que permanece, através do luto, mas a criança costuma dramatizar essas perdas como absolutas. Além disso, a perda na infância pode acarretar um intenso sentimento de culpa – a criança acredita que fez algo errado ou foi má. A maneira como os adultos devem lidar com a tristeza das crianças é no sentido de reduzir o sentimento de culpa, permitindo que a brincadeira seja uma via de exploração das fantasias que as afligem. Esse território intermediário oferecido pela ficção, entre o interno e o objetivo, permite que a criança veja que seus temores não são tão intensos e que, além disso, são passageiros. E também que ela pode compartilhá-los com o outro sem ter medo de represálias. O mais importante na vida de uma criança é ter  com quem brincar.

Texto original em:  http://www.psicologiasdobrasil.com.br/o-mais-importante-na-vida-de-uma-crianca-e-ter-com-quem-brincar-diz-especialista/

Ignorar as necessidades e as palavras do outro



“Outro erro capaz de destruir o Amor é negligenciar as necessidades e os desejos do se que amamos. Posicionar-nos cega e surdamente ao que o outro quer dizer, duvidar da individualidade do outro quanto a nós e quanto à nossa relação, ignorar que o outro tem seu próprio time, seu ritmo, querendo, a todo custo, que ele ande no nosso ritmo é uma atitude de puro egoísmo, e, a vem da verdade, pessoas egoístas não sabem o que é verdadeiramente viver uma relação de Amor.
[...]
Mais um erro cotidiano visto é a falta de percepção daquilo que o outro está nos dizendo. Nem sempre falamos somente por meio de palavras. Há outras maneiras de expressão, riquíssimas formas de expressão, aliás. É muito sábio estar atento ao que o outro nos diz, para nos mantermos juntos.
[...] É lembrar que o se a quem amamos tem necessidades muito próprias, tem temores, tem questionamentos que pedem uma clarificação.
Se seremos capazes de responde a tais questionamentos, é outra história, mas ao menos dê importância ao que ele quer dizer; valorize as dúvidas dele, porque são importantes para ele. O outro ficará extremamente feliz por ver-nos compreendê-lo tanto, e isso nos aproximará ainda mais. Na dúvida, pergunte com clareza, só não se esqueça do direito e do tempo que ele necessita para responder ou não.
(MENDES, C. E quem é esse, O AMOR? São Paulo: Cobra Editora & Marketing, 2011, p.114-115).